A vida que cabe no bolso
Se há hoje muita gente que acredita carregar casa e escritório em uma mochila ou em uma pasta, dentro do notebook, já tem quem carregue tudo no bolso, em um simples SMARTPHONE. É que alguns aparelhos disponíveis no mercado permitem ao usuário fazer tudo o que faria com um laptop, com vantagem da comodidade: saem os desajustes do computador no colo em locais públicos e o risco de assaltos, entram a segurança e a mobilidade proporcionadas por aparelhos que cabem na palma a mão.
Os smartphones estão a um passo de causar uma mudança definitiva no comportamento dos consumidores. Conectados à Web e com os aplicativos certos, são capazes de garantir ao usuário acesso a tudo o que ele precisa em momentos distantes do escritório ou de casa, longe de um computador plugado á rede. Das mais úteis às mais debochadas, oferecem opções que vão de Guias de Ruas, GPS e câmeras para videoconferências a baterias eletrônicas e simuladores de copos de cerveja, passando por acessos a redes sociais e serviços de mensagem instantânea.
Multi’TAS’K
“Deixar a vida mais flexível”. Esta é a intenção de Marcelo tas, apresentador do humorístico CQC, blogueiro, twitteiro e multimídia, ao incluir um BlackBerry Bold á sua rotina. Com ele em mãos , consegue realizar algumas atividades simultaneamente sem perder o foco – foi no aparelho que ele respondeu às perguntas da reportagem da PC Magazine. “O smart é discreto [o suficiente] para eu poder continuar trabalhando mesmo durante uma reunião ou evento. Não significa dividir atenção, mas saber usar respostas curtas para não parar processos só porque não podemos falar ao telefone”.
O eterno ‘Ernesto Varela’ afirma que prefere escrever a falar pelo smart – ‘todos nós deveríamos falar menos e escrever mais” – e que mantém seu BlackBerry ligado, mas “80% do tempo em modo silencioso”. Escrever lhe é conveniente. Sempre que surge uma ideia em lugares inusitados, distante do notebook ou dos simples papel e caneta, a solução é enviar um e-mail para si mesmo. “O truque é ser bem preciso no subject da mensagem”.
O Google Docs é o principal aplicativo utilizado por Tas. É ali que ele registra ideias, produz textos, faz anotações a serem consultadas mais adiante. “ Se ele desaparecer, vai sumir um tesouro de ideias que deixo naquela nuvem”, avisa. O Messenger do Black Berry dá a ele possibilidade de falar a qualquer hora com o diretor do programa, que tem um aparelho semelhante. Já com os roteiristas, Tas lança mão da ferramenta de e-mail. “Com os produtores, uso o telefone”.
Apesar de completamente conectado, Tas faz ponderações quanto ao uso irrestrito da tecnologia. Antes que ela paute as relações, é preciso que o contato feito nos moldes antigos - aperto de mão, troca de cartões, reuniões presenciais – esteja redondo. “ Só dá para usar tecnologia e as facilidades do mundo virtual quando o mundo de carne e osso vai bem. Nada substitui o contato ao vivo, as emoções verdadeiras de um encontro ou mesmo um almoço com a equipe”, filosofa. Ele recomenda cuidados para quem está a fim de substituir o dia-a-dia no escritório pelas facilidades que a tecnologia proporciona. “Quem acha que vai resolver a vida da empresa com equipamentos e novidades está embarcando numa canoa furada. Primeiro tem que resolver a rede de seres humanos. Depois é que podemos virtualizá-la sem prejuízo da perda de qualidade”.
Agora que a vida já cabe num bolso, dentro de um pequeno smartphone, Tas consegue administrar tarefas profissionais, blog, twitter e o que mais vier sem estar preso por um cabo a algum modem. A vida, para ele, ficou mais leve. Ele ficou livre, por exemplo, “de carregar o laptop para todo o canto, inclusive nas viagens. Menos três quilos na minha mochila. Ufa!”