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O twitter e' o veiculo de disparar e receber informacao mais veloz ja inventado. Ate mais que o radio. Tambem e' um excelente filtro para nos proteger da avalanche de noticias inuteis. Basta escolher bem a quem seguir.
Voltar para o topoO twitter não favorece a tietagem gratuita. E' um jeito legal de estar em contato com a audiencia sem aquela melacao do Orkut. Adoro ler o que o pessoal tecla enquanto o programa esta' no ar. Nunca antes isso foi possivel pra quem trabalha numa midia tao mão única como a TV.
Voltar para o topoNão existe indicacao alguma. Nem da Cuatro Cabezas, produtora do programa, nem da Band. Todos nos ja tinhamos uma presenca solida e antiga na web. Sem duvida, isso ajuda muito o CQC. Temos que aprender de uma vez por todas que, depois da revoucao digital, um programa de TV não e' so um programa de TV, uma revista não e' so uma revista, um jornal não e' so um jornal... O publico quer ficar colado no que ele gosta e confia o tempo todo.
Voltar para o topoO twitter tem tres grandes "sacadas": velocidade, transparencia e sintese. Virtudes raras nas ferramentas "antigas" como os grandes portais, sites e ate' os blogs. Mas, assim como o cinema não matou a TV, todas ferramentas e veiculos anteriores podem conviver com o twitter. Mas não devem escapar de sofrer uma importante influencia dele e outros sistemas que acentuam uma interacao mais eficiente num novo equilibrio no ecossistema digital.
Voltar para o topoHá dois tipos de fake. O primeiro é resultado de uma sátira, que pode ser muito legal. É o caso do Victor Fasano, o fake mais famoso do Twitter (@vitorfasano). Não é o ator real, todo mundo sabe disso, mas, sim, um personagem. Ele aborda a realidade pela ótica do Victor Fasano, faz comentários sobre tudo, o Lula, o Big Brother, a seleção brasileira, é genial. Acho que esse cara é um dos maiores comediantes do Brasil atualmente, e ninguém sabe quem ele é. Mas há um segundo tipo, que causa confusão no público. Já criaram fakes meus para oferecer ingressos para a gravação do CQC e para xingar pessoas. Quando há a conotação de falsear uma identidade, o público demora a perceber. E isso é crime. Há muita confusão devido à fase transitória em que vivemos. As pessoas acham que cometer tais ações na rede não é ilícito.
Voltar para o topoSim, todo político tem muito a ganhar abrindo um twitter. Só deixo um recadinho: ao invés de ficar só no blablablá, falando sozinhos como eles estiveram acostumados até ontem, é bom eles se acostumarem a um fato novo: o público quer falar, criticar, colaborar e ser ouvido. Este é o verbo mais importante para quem quiser popularidade e usar com eficiência o twitter: ouvir seus seguidores!
Voltar para o topoEm todos veículos por onde passei, incluindo os ''antigos''- TV, rádio, jornal, revista- sempre falei o que penso. Desconfio que minha popularidade no twitter tenha relação com esses 27 anos de estrada. Na internet, ocorre um encontro- uma espécie de 'pororoca digital'- das coisas que já fiz (Rá-Tim-Bum, Varela, Vitrine, jornalismo impresso, Videoshow, Telecurso 2000, rádio...) com as que faço mais intensamente agora: blog, twitter e CQC. Penso que é justamente a trajetória que desperta nas pessoas algum interesse para continuarem a me seguir.
Voltar para o topoNão se deve comparar blog e twitter. São ferramentas diferentes e complementares. O twitter é mais rápido para espalhar e capturar notícias. Outra diferença fundamental: como o autor não tem controle dos comentários, o twitter é mais transparente. Mas o blog continua sendo um veículo muito eficiente para publicação de textos longos, videos, fotos e até mesmo de expansão do que você disse no twitter.
Voltar para o topoNunca imaginei que isso fosse acontecer! Eu comecei a usar o Twitter em 2007. Quando surge uma ferramenta, eu sempre me registro e tento entender como ela funciona. Muitas delas não duram, mas as experimento e depois as esqueço. Percebo que algumas outras nasceram antes da hora, como o Second Life, no qual também me registrei e cheguei a usá-lo. Há ainda aquelas em que apostei muito que dariam certo e não deram, como o Joost, uma TV a cabo sem limites, de graça, na internet. Fui um dos primeiros a me registrar nele, mas não decolou. No caso do Twitter, sempre usei essa ferramenta muito intensamente, desde o começo. Em 2008, fiquei entre os três mais seguidos do Twitter brasileiro, o que foi um susto para mim, porque os outros dois são meganerds, que respeito muito, o Cris [Cristiano] Dias e o Carlos Merigo. Muita gente me pergunta como faço para ter tantos seguidores no Twitter. Penso que a gente imprime na rede a nossa experiência. Não há fórmula mágica. Às vezes, até se tem muita coisa para oferecer, mas não se sabe como. Talvez a linguagem não seja a mais adequada, ou a pessoa pode ser muito popular, mas a maneira como se comunica não é. O verbo da era em que vivemos é ouvir. Temos que aprender a ouvir, senão não sobreviveremos. Quando as pessoas me falam 'você pauta, você traz notícias', digo que não. Só ouço com atenção o que me chega. Gasto muito tempo ouvindo e separando o que acho relevante. Não sou eu que sei de tudo, mas tenho uma rede poderosa de pessoas às quais ouço e respondo e que respeito. Eu me corrijo quando erro, brigo, debato, discuto... Acho que isso gera confiança nas pessoas para que me procurem e compartilhem informações comigo.
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