14/07/2009 -
MEU LIVRO PREFERIDO
"Cândido, ou o Otimismo", de Voltaire
Divertido como Woody Allen, absurdo como Beckett, numa narrativa aventuresca como filme do Spielberg. Este é meu livro preferido, escrito em 1759 (200 anos antes de eu nascer!), por Voltaire, pseudônimo do polêmico filósofo francês François-Marie Arouet.
Como sugere o título, o personagem principal, Cândido, é catequisado para aceitar o mundo cruel e materialista em que vive com a lente do otimismo. A narrativa mistura ficção com fatos reais, como a Guerra dos Sete Anos e o terremoto, seguido de um tsunami, que detonou Lisboa em 1955.
Para "testar" o otimismo, os personagens se envolvem numa trama agitadíssima que passa por vários continentes, inclusive pelo Brasil! O livro é hiper atual, sarcástico, questionador, divertido... A única má notícia é que, infelizmente, as páginas são devoradas em poucos dias.
Sou tiete do Voltaire desde "criancinha". O volume que tenho em casa do "Dicionário Filosófico" dele, está empastelado com fita durex e adesivos de várias épocas da minha adolescência e juventude, por conta do uso intenso que faço dele até hoje.